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CATARATA

Catarata: Sintomas, Tratamento e Quando Fazer Cirurgia

Entenda como identificar a catarata, quais são as opções de tratamento disponíveis e descubra o momento certo para considerar a cirurgia com segurança

8 min

O Que é a Catarata?

A catarata é uma das condições oftalmológicas mais comuns no mundo e a principal causa de cegueira reversível no Brasil e no planeta. Ela ocorre quando o cristalino — a lente natural do olho, responsável por focar a luz na retina — perde sua transparência e se torna opaco, comprometendo progressivamente a qualidade da visão.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata é responsável por aproximadamente 51% dos casos de cegueira no mundo, afetando cerca de 20 milhões de pessoas. No Brasil, estima-se que mais de 550 mil cirurgias de catarata sejam realizadas pelo SUS a cada ano, evidenciando a dimensão do problema no país.

Apesar de ser mais frequente em pessoas acima dos 60 anos, a catarata pode se desenvolver em qualquer idade, incluindo recém-nascidos (catarata congênita) e adultos jovens que apresentam fatores de risco específicos.

Principais Causas da Catarata

A causa mais comum da catarata é o envelhecimento natural do cristalino, processo chamado de catarata senil ou relacionada à idade. No entanto, outros fatores podem acelerar ou desencadear o desenvolvimento da doença:

  • Exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV) sem proteção adequada;
  • Diabetes mellitus — pessoas diabéticas têm risco significativamente maior;
  • Uso prolongado de corticosteroides, seja em colírios ou medicamentos sistêmicos;
  • Traumatismos oculares ou cirurgias anteriores nos olhos;
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • Histórico familiar e predisposição genética;
  • Doenças sistêmicas, como hipotireoidismo e insuficiência renal;
  • Catarata congênita, presente desde o nascimento por infecções maternas ou alterações genéticas.

Sintomas da Catarata: Fique Atento aos Sinais

A catarata se desenvolve de forma gradual e silenciosa. Em estágios iniciais, a pessoa pode não perceber qualquer alteração significativa na visão. Com a progressão, os sintomas tornam-se cada vez mais evidentes e impactam diretamente a qualidade de vida. Os principais sinais de alerta incluem:

  • Visão embaçada ou nublada, como se estivesse enxergando através de um vidro fosco;
  • Sensibilidade aumentada à luz (fotofobia) e dificuldade com clarões, especialmente ao dirigir à noite;
  • Visão dupla em um dos olhos (diplopia monocular);
  • Alterações frequentes na graduação dos óculos, especialmente para leitura;
  • Dificuldade para distinguir cores, que parecem mais apagadas ou amareladas;
  • Halos ao redor de luzes, lanternas ou faróis de veículos;
  • Necessidade de mais luz para leitura ou atividades de precisão.

É importante ressaltar que esses sintomas podem ser confundidos com outras condições oculares, como glaucoma ou degeneração macular. Por isso, a avaliação com um oftalmologista especializado é indispensável para um diagnóstico preciso.

Como é Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico da catarata é realizado por meio de uma consulta oftalmológica completa, que inclui:

  • Avaliação da acuidade visual (tabela de letras ou símbolos);
  • Biomicroscopia com lâmpada de fenda, que permite visualizar o cristalino em detalhes;
  • Mapeamento de retina com dilatação pupilar;
  • Medida da pressão intraocular para afastar a possibilidade de glaucoma associado.

Exames complementares, como a topografia corneana e a biometria ocular, são fundamentais quando se considera a cirurgia, pois permitem calcular com precisão a lente intraocular a ser implantada.

Tratamento da Catarata: Existe Alternativa à Cirurgia?

Atualmente, não existe nenhum tratamento clínico, medicamentoso ou com colírios que seja capaz de curar ou reverter a catarata. Pesquisas científicas estão em andamento para o desenvolvimento de tratamentos farmacológicos, mas nenhum foi aprovado pelas autoridades regulatórias até o momento.

Em estágios iniciais, algumas medidas podem ajudar a minimizar o impacto dos sintomas temporariamente, como:

  • Atualização da graduação dos óculos;
  • Uso de lentes com proteção UV;
  • Melhor iluminação para leitura e atividades cotidianas;
  • Controle de doenças sistêmicas, como diabetes.

No entanto, essas medidas são apenas paliativas. O único tratamento definitivo e eficaz para a catarata é a cirurgia, que é segura, rápida e apresenta altos índices de sucesso.

A Cirurgia de Catarata: Como Funciona?

A cirurgia de catarata é considerada um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados e seguros do mundo. A técnica mais moderna e amplamente utilizada é a facoemulsificação, na qual o cristalino opacificado é fragmentado por ultrassom e removido por aspiração. Em seguida, uma lente intraocular artificial (LIO) é implantada no lugar do cristalino natural.

O procedimento é realizado em regime ambulatorial, com anestesia local (colírios anestésicos), e dura em média 15 a 30 minutos por olho. Na maioria dos casos, o paciente vai para casa no mesmo dia e retoma atividades leves nas primeiras 24 a 48 horas.

Atualmente, existem diferentes tipos de lentes intraoculares disponíveis:

  • Lentes monofocais: corrigem a visão para uma distância específica (geralmente longe), podendo exigir óculos para leitura;
  • Lentes multifocais: permitem enxergar bem em diferentes distâncias, reduzindo significativamente a dependência de óculos;
  • Lentes tóricas: indicadas para pacientes com astigmatismo, corrigindo a condição durante o mesmo procedimento;
  • Lentes trifocais e de foco estendido (EDOF): tecnologias de última geração que proporcionam uma visão ampla e natural em praticamente todas as distâncias.

Quando a Cirurgia de Catarata É Indicada?

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes é: “Preciso esperar a catarata ‘amadurecer’ para operar?”. Esse é um mito que precisa ser desmistificado. A indicação cirúrgica não depende do grau de maturação da catarata, mas sim do impacto que ela está causando na qualidade de vida e nas atividades diárias do paciente.

De modo geral, a cirurgia é indicada quando:

  • A visão comprometida interfere nas atividades diárias, como dirigir, ler, trabalhar ou assistir televisão;
  • Há risco de queda ou acidente devido à baixa visão;
  • A catarata dificulta o tratamento de outras doenças oculares, como o glaucoma ou a retinopatia diabética;
  • O paciente apresenta desconforto visual significativo mesmo com atualização dos óculos;
  • Existe catarata hipermadura ou intumescente, que pode causar complicações graves se não tratada.

A decisão cirúrgica é sempre individualizada e tomada em conjunto entre o oftalmologista e o paciente, levando em consideração o estilo de vida, as expectativas visuais e as condições clínicas gerais.

Riscos e Complicações da Cirurgia

A cirurgia de catarata é altamente segura, com taxa de sucesso superior a 95% na maioria das séries científicas. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, não está isenta de riscos. As complicações mais raras incluem infecção (endoftalmite), descolamento de retina, edema macular cistóide e opacificação da cápsula posterior — esta última tratada facilmente com laser YAG em consultório.

A escolha de um oftalmologista experiente e de um centro cirúrgico equipado reduz significativamente os riscos e contribui para resultados mais precisos e seguros.

Recuperação Pós-Cirúrgica: O Que Esperar?

A recuperação após a cirurgia de catarata é, na maioria dos casos, rápida e tranquila. Nas primeiras semanas, o paciente deve:

  • Utilizar os colírios prescritos pelo médico nos prazos indicados;
  • Evitar esfregar os olhos e exposição a ambientes empoeirados ou com fumaça;
  • Não praticar esportes de contato ou natação por período determinado pelo cirurgião;
  • Usar óculos de sol para proteção contra luz intensa;
  • Comparecer às consultas de retorno para acompanhamento.

A melhora visual é percebida já nos primeiros dias após a cirurgia, e a visão tende a estabilizar completamente em algumas semanas.

Prevenção: É Possível Evitar a Catarata?

Embora a catarata relacionada ao envelhecimento não possa ser completamente evitada, é possível retardar seu desenvolvimento com algumas medidas preventivas:

  • Usar óculos de sol com proteção UV-A e UV-B sempre que exposto ao sol;
  • Controlar adequadamente o diabetes e outras doenças sistêmicas;
  • Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
  • Adotar uma alimentação rica em antioxidantes, como vitaminas C e E, luteína e zeaxantina;
  • Realizar consultas oftalmológicas regulares, especialmente após os 40 anos.

HEO: Cuidado Especializado para a Sua Visão

Na HEO, contamos com uma equipe de oftalmologistas altamente qualificados e tecnologia de ponta para diagnóstico e tratamento da catarata. Realizamos avaliações completas, indicamos o melhor momento cirúrgico para cada paciente e utilizamos as lentes intraoculares mais modernas disponíveis no mercado.

Se você ou algum familiar apresenta sinais de catarata, não espere a visão piorar. Agende sua consulta e cuide da saúde ocular com quem entende do assunto. A sua qualidade de vida começa com uma visão saudável.

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